Câmara de Lisboa contesta a ação popular contra o museu judaico em Alfama

Tribunal Administrativo analisa as contestações da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Turismo de Lisboa 

Deram recentemente entrada no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa as contestações da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Turismo de Lisboa à ação popular administrativa intentada pela APPA - Associação do Património e da População de Alfama e por Maria de Lurdes Jesus Pinheiro impugnado a aprovação do pedido de licenciamento da obra de construção do futuro "Museu Judaico de Lisboa".

Este projeto tem, desde início, sido alvo de duras críticas: considera-se que coloca em risco o caráter e a autenticidade do Largo de S. Miguel, no coração de Alfama, um dos bairros mais tradicionais de Lisboa, sem que a população tenha, sequer, sido ouvida. E estando Alfama protegida pelo Plano de Urbanização do Núcleo Histórico de Alfama e da Colina do Castelo (PUNHACC), que estabelece, entre outros requisitos que "nas intervenções por edifício, em trabalhos de reabilitação ou reconstrução, deve ser mantida a tipologia, utilizando os mesmos materiais, ou compatíveis, não sendo permitidas alterações que desvirtuem as características fundamentais dos edifícios a nível morfológico e construtivo", o que não é claramente o caso. A contrário: o projeto põe em causa a unidade de conjunto do Largo de São Miguel e do Beco da Cardosa, ao promover a construção de dois edifícios cuja leitura exterior e em perspetival, será completamente dissonante com os prédios vizinhos.Deu entrada 

A Arq.ª Soraya Genin do ICOMOS Portugal explica as irregularidades do projeto

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