Barreiro: Quinta do Braamcamp não vai ser vendida

Sob a palavra de ordem "BRAAMCAMP É DE TODOS", um grupo de cidadãos do Barreiro tem vindo a pugnar pela manutenção no domínio público da Quinta do Braamcamp, para promover a sua renaturalização e proporcionar o seu usufruto por toda a população.

 A antiga Quinta do Braamcamp, antigamente conhecida por Quinta dos Ingleses, foi no final do século XIX adquirida pela Sociedade Nacional de Cortiças em 1897, que adaptou o edifício do moinho às suas actividades industriais. Mais de um século depois, em 2008, a empresa corticeira faliu e a quinta ficou na posse do Banco Comercial Português, Em 2016, a autarquia barreirense acordou com  o banco a compra da propriedade. No entanto, após eleições autárquicas de 2017, o novo Executivo do Município do Barreiro, iniciou um processo de revenda da Quinta, destinando-o à construção.

Com o objetivo de travar este processo, um grupo de cidadãos agregados na Plataforma "Braamcamp é de Todos" interpôs uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo de Almada, que foi agora admitida. Esta diligência permite suspender qualquer ato de execução da deliberação de venda da Quinta do Braamcamp pela câmara municipal do Barreiro.

A Quinta do Braamcamp, integrada no Sitio de Interesse Municipal (SIM) Alburrica/Braamcamp, devidamente classificado, é parte de um rico e vasto património ambiental, paisagístico, piscatório, naval e moageiro e representa uma parcela da história do Barreiro, articulando-se com muitas outras zonas e quintas estuarinas do Tejo. Merece ser preservada e mantida no domínio público, para o livre usufruto da população.